Inicialmente D. Manuel  não ficou muito satisfeito com o resultado da expedição de Cabral às terras tupiniquins. Tinha perdido sete naus, o que representava um grande prejuízo. Também não aceitou de bom grado os fracassos em Calecute (costa oeste da Índia), pois todos lhe diziam que para dominar o comércio no Oceano Índico, aquela cidade era essencial. Nem o fato de virem carregados de especiarias lhe abrandou o ânimo. Não houve, portanto, cortejos triunfais e Pedro Álvares Cabral apenas recebeu uma magra recompensa. As rendas que ele já possuía.

Só em 1514, quando se tornou evidente que a posse do Brasil daria bons lucros, Pedro Álvares Cabral viu reconhecido o seu valor.

Pedro Álvares Cabral nasceu em Belmonte em 1467. Foi o nono filho de um nobre de alta linhagem chamado Fernão Cabral, que era Alcaide-mor de Belmonte. A mãe de D. Isabel de Gouveia, também pertencia a mais distinta nobreza e a família possuía brasão de armas. Quando criança Pedro Álvares Cabral freqüentou a corte de D. João II e deve ter-se distinguido como pessoa de valor, pois o rei atribuiu-lhe uma quantia anual em paga de serviços prestados. D. Manuel I integrou-o no grupo de conselheiros que o apoiavam e deu-lhe a honra de pertencer a Ordem de Cristo.

Casou com D. Isabel de Castro que pertencia a uma das mais ilustres e poderosas famílias da época. Tiveram quatro filhos: Fernando, Antônio, Constância e Guiomar.
Esta ultima tornou-se freira no Convento da Rosa, em Lisboa.
Pedro Álvares Cabral passou a história como descobridor do Brasil.
Embora não tenha realizado mais viagens, pode-se considerar que foi um capitão hábil, respeitado e ativo. Celebram-no com igual carinho portugueses e brasileiros.
Está sepultado na Igreja da Graça, em Santarém ao lado da mulher.